|
| Hermoso
Chile / salar de Surire e vulcão Isluga |
|
|
|
Hoje é dia 8 de
setembro de 2006. Estamos saindo da carretera que
liga Arica a La Paz e vamos em direção ao sul pelo
deserto até o pueblo Colchane, que está à borda do
salar de Coipasa. Essa parte do tour se assemelha
aos tours
bolivianos
. Muito
deserto, muito frio, sem asfalto, sem restaurantes,
sem calefação, sem banho quente, sem Mac Donalds.
Pra quem gosta de aventura, isso é imperdível.
As montanhas aqui
são muito grandes, e o senso de distância se perde.
As duas montanhas em forma de seios estão à margem
do salar de Surire, a 80 km de distância. É pra lá
que vamos.
Esse canal leva água
do lago Cotacotani, na nascente do rio Lauca, até o
vale Azapa. A vida aqui é organizada em função da
disponibilidade de água.
Apesar de ter andado
40 km, se eu voltar os olhos pro norte, tenho a
impressão que ainda estou nos pés do Parinacota. 
Ancuta é o primeiro
pueblo que passamos (18º27'00s / 69º12'04w). A
medida que o Parinacota vai diminuindo de tamanho, o
vulcão Guallatire vai tomando o lugar na paisagem.

O Guallatire é
ativo, observe a fumarola. 
Em seguida
encontramos o pueblo de Guallatire (18º29'53s /
69º09'15w), que fica aos pés do vulcão com mesmo
nome. 
Deixamos o
Guallatire pra trás e cruzamos o rio Lauca. Estamos
chegando ao salar de Surire. Essa é a primeira vista
que temos do salar. 
Na foto ao lato, os
cones brancos não são gêiseres, mas tornados que
levantam o sal do deserto. São dezenas espalhados
pelo salar constantemente. 
Estamos contornando
o salar de Surire no sentido horário. Essa é a maior
laguna do salar e está localizada na borda norte. Na
foto se observa uma ilha que há no meio do salar de
Surire. 
No detalhe os
flamingos, que estão em grande quantidade por aqui.

Almoçamos nas ruínas
de uma vila chamada Achilcaya. Aqui venta muito e
está frio mesmo. Até aqui o frio era apenas um
desconforto, agora passamos a nos proteger do frio
por uma questão de segurança. 
No salar de Surire
encontramos lagunas de cor azul, verde e amarela. A
última delas, na borda norte, é amarela. 
Contornando a borda
leste do salar de Surire, encontramos um rebanho de
alpacas. 
No extremo sul do
salar encontramos as termas de Bolloquere. Como essa
é a região que concentra o maior número de vulcões
ativos da América, a água se mantém aquecida. Na
parte onde a laguna é mais profunda, a temperatura
da água é de 65 ºC. Ouça e veja a água
vertendo do fundo do laguna

Depois de contornar
o cerro Chihuana, que separa o salar de Surire da
região do vulcão Isluga, iniciamos uma breve
descida, vindos de 4720 m. 
As montanhas parecem
grafitadas. 
Aqui vemos as únicas
árvores que podem ser encontradas no altiplano. Essa
planta chama-se Queñua. Estamos acima de 4500 m. 
O vulcão Isluga é
uma montanha sem cume. 
Nesse vale,
encontramos vários vilarejos abandonados. Segundo o
guia, em um período recente os andinos foram
atraídos para o trabalho nos mercados da zona franca
de Arica e Iquique. 
Depois de contornar
o vulcão Isluga, encontramos um bofedal gigante. 
O Isluga é um vulcão
ativo (19°09'21s / 68º4941w) e como estamos muito
próximos, é possível ver a fumarola. 
Ao sul do vulcão
Isluga, encontramos dois pequenos pueblos, Enquelga
e Isluga que é mostrado ao lado. 
Esse nevado é o
Cabaray e está na Bolívia (19º08'53s / 68º41'50w),
com 5860 m. 
Passamos a noite no
pequeno hostal Kalamarka, a beira do caminho,
próximo de Colchane. A paisagem daqui é imensa,
temos a frente um bofedal gigante que se junta ao
salar de Coipasa a leste. 
Na direção sudeste,
a 100 km das lentes, vemos o vulcão Tunupa
(19º50'09s / 67º38'41w), mostrado ao lado, que é a
maior referência ao norte do salar de Uyuni
.
Se seguíssemos nessa direção por 200 km,
encontraríamos a cidade boliviana de Uyuni, na
província de Potosi. O vulcão Tunupa se encontra
exatamente no meio do caminho entre Colchane e
Uyuni. 
Do hostal também é
possível ver do lado chileno a montanha Guanapa,
mostrada ao lado, como também o boliviano Tata
Sabay, mostrado na próxima imagem. As duas montanhas
são muito parecidas, e segundo a lenda, formam um
casal. 
Parece que Guanapa é
uma mulher caliente, enquanto que o Tata Sabaya é o
marido ciumento que, aliás, já perdeu um dente por
causa disso. Observe ao lado que de fato ele parece
banguela. 
Na manhã do dia 9 de
setembro iniciamos a descida do altiplano, rumo a
Iquique. Na foto flagrei o casalzinho ao lado
tentando nadar. 
Entre 3500 e 3000 m
ressurgem os cactus, entretanto tem forma diferente
daqueles vistos na região de Arica. 
Pra fechar essa
página, um momento raro. A flor de cactus. O tour
segue por Iquique.
|
| |