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| Hermoso
Chile / Arica - Lauca (Parinacota e
Sajama) |
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Entre Iquique e
Arica é possível ver do avião, além do deserto de
Atacama com seus monumentais canyons, o altiplano e
os nevados Parinacota (o maior a esquerda) e o
Sajama (a direita). 
Um paredão, que pode
medir 1,5 km de altura, impede que a umidade do
oceano Pacífico chegue a essa parte do deserto de
Atacama. É possível observar umidade no litoral
enquanto que o fog que aparece na parte superior da
imagem é formado por partículas em suspensão, pó
fino de areia seca flutuando com o vento. Nos 17
dias que permaneci nessa região, a umidade relativa
do ar oscilou entre 6 e 20 %. 
Diferente da Bolívia
e do Peru, no Chile é possível encontrar chopp
gelado. No centro de Arica há um grande cerro
que permite uma visão geral de toda a cidade. 
Partindo de Arica em
direção ao interior, o vale Azapa é uma região rica
em inscrições rupestres. 
No vale Azapa,
encontramos o museu da Universidade de Tarapaca onde
é possível vislumbrar as múmias mais antigas do
planeta, infelizmente é proibido fazer fotos, mesmo
sem flash. A foto ao lado é do jardim do museu. Veja
o detalhe na rocha. 
A vida é exuberante
no vale Azapa, pois há um pouco de umidade que vem
dos nevados do altiplano. 
Saímos do vale Azapa
e aproximadamente a 15 km a nordeste encontramos o
vale Lluta, paramos em um pequeno pueblo chamado
Poconchile (18º27'07s / 70º04'00w). Como podem
observar, a lente objetiva não resistiu ao
cemitério. A melhor definição é surrealismo. 
A partir de 2500 m
surge o cactus Candelabro, bem diferente do Urus
encontrado no Salar de Uyuni
. 
Em torno de 3000 m
encontramos o pukara de Copaquilla (pukará
= forte) (18º23'35s / 69º38'31w). Esse ai sou eu
com o nevado Taapaca ao fundo. Desde o vale Lluta,
que se encontra próximo ao nível do mar, até aqui, a
única vegetação que encontramos foi o cactus
Candelabro. 
Esse aí ao lado é um
Guanaco. Embora ele seja muito parecido com a
Vicunha, é fácil diferenciá-lo, pois ele apresenta a
cara preta. Além disso, o Guanaco só pode ser
encontrado em altitudes menores que 3500 m, pois ele
apresenta uma pelagem mais rala, que não resiste ao
frio do altiplano. Como estamos acima de 3000 m,
próximos dos nevados, a vegetação começa surgir. 
A próxima parada foi
em um pequeno pueblo chamado Socoroma (18º15'49s /
69º36'09w). Mais parecia uma vila fantasma, as
poucas pessoas que conseguimos ver rapidamente se
esconderam. Felizmente achamos um sujeito na praça,
tivemos um papo breve, mas suficiente pra saber que
a igreja ao lado estava interditada por causa do
último terremoto. 
Chegamos a Putre
(18º11'47s / 69º33'36w). Aqui passaremos as próximas
duas noites. Parece grudado ao nevado, mas estamos a
12 km dele. 
Como podem ver,
Putre tem seus encantos. Da janela do hostal era
possível ver o nevado Taapaca. 
Essa foto foi obtida
em Putre, às 19h30min do dia 06 de setembro. 
No dia seguinte
partimos em direção ao parque Lauca. A primeira
parada foi no parque Cuevas. Essas aí são vicunhas
caminhando sobre um bofedal, que é uma região com
essa vegetação amarela que serve de pastagem. 
Los bofedales
são abundantes no altiplano, sempre nas cercanias
dos nevados. Sob os bofedales escoa água que vem
dessas montanhas. Como essa região é rica em sais de
metais de transição, a água das lagunas não é
adequada para consumo humano, apenas para
agricultura. Entretanto, a água que verte dos
bofedales é mais pura, pois eles funcionam como um
filtro natural que retém os sais. 
Apesar da vizcacha
ser uma espécie selvagem, no parque Cuevas é
possível quase tocá-las. 
Comparada com o
deserto árido de Atacama, aqui a vida é abundante,
pois o sol quente consegue extrair a ração diária de
água dos nevados do altiplano. Os andinos chamam o
sujeito aí da foto de cometoucinho. 
Apesar de parecer um
dia quente, com sol maravilhoso, não se enganem. O
frio tá pegando. 
Llareta é um vegetal
facilmente encontrado no altiplano da primeira
região do Chile, como também na Bolívia. Entretanto,
Yareta foi quase que extinta na segunda região, nas
proximidades de Calama, pois, por muitos anos, foi
usada como combustível nos fornos da usina de
Chuquicamata. 
A beleza e a
grandiosidade da paisagem que se impõe do nevado
Parinacota não pode ser descrita. Havia lido que o
local era maravilhoso, mesmo assim fui surpreendido.
O nevado menor se chama Pomerape e pertence à
Bolívia. O pequeno lago é o Cotacotani. 
Próximo do lago
Cotacotani (18º12'07s / 69º16'05w), há um pueblo com
o nome da montanha "Parinacota". Ver a igreja de
Parinacota foi um dos pontos altos dessa viagem. 
Aliás, fotografar
essa igreja era um dos meus objetivos nessa viagem.
Entretanto, meu principal objetivo sempre foi
atingir o cume do vulcão Licancabur, que eu conto no
link à esquerda. 
Na divisa com a
Bolívia encontramos o Lago Chungará, cujo contorno
total mede 22 km. Caminhando na margem oeste do lago
e apontando a lente objetiva para o norte se obtém a
paisagem do nevado Parinacota, mostrada ao lado
(6342 m). É uma montanha simétrica, perfeita,
daquelas que desenhavamos quando crianças. 
Se ao invés do norte
mirarmos o leste, é possível ver o majestoso Sajama,
o nevado mais alto da Bolívia (6530 m). Na imagem ao
lado, o Sajama estava a 35 km das lentes. 
Nessa foto, também
obtida as margens do lago Chungará, é possível ver
além do Sajama o nevado Quisiquisini. 
Na imagem ao lado é
possível ver a estrada que liga Arica à La Paz,
contornando o lago Chungará.
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