Partindo de Arica, no litoral, vamos até o parque Lauca, no altiplano. (Setembro, 2006)
"A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar nosso folego. "
(P. Schultz, 1000 lugares para conhecer antes de morrer, Sextante, 2006). Necessário resolução 1024 x 768 pixels

Escrito por
Edilson V. Benvenutti

Hermoso Chile / Arica - Lauca (Parinacota e Sajama)
 
Entre Iquique e Arica é possível ver do avião, além do deserto de Atacama com seus monumentais canyons, o altiplano e os nevados Parinacota (o maior a esquerda) e o Sajama (a direita).
Um paredão, que pode medir 1,5 km de altura, impede que a umidade do oceano Pacífico chegue a essa parte do deserto de Atacama. É possível observar umidade no litoral enquanto que o fog que aparece na parte superior da imagem é formado por partículas em suspensão, pó fino de areia seca flutuando com o vento. Nos 17 dias que permaneci nessa região, a umidade relativa do ar oscilou entre 6 e 20 %.
Diferente da Bolívia e do Peru, no Chile é possível encontrar chopp gelado.
No centro de Arica há um grande cerro que permite uma visão geral de toda a cidade.
Partindo de Arica em direção ao interior, o vale Azapa é uma região rica em inscrições rupestres.
No vale Azapa, encontramos o museu da Universidade de Tarapaca onde é possível vislumbrar as múmias mais antigas do planeta, infelizmente é proibido fazer fotos, mesmo sem flash. A foto ao lado é do jardim do museu. Veja o detalhe na rocha.
A vida é exuberante no vale Azapa, pois há um pouco de umidade que vem dos nevados do altiplano.
Saímos do vale Azapa e aproximadamente a 15 km a nordeste encontramos o vale Lluta, paramos em um pequeno pueblo chamado Poconchile (18º27'07s / 70º04'00w). Como podem observar, a lente objetiva não resistiu ao cemitério. A melhor definição é surrealismo.
A partir de 2500 m surge o cactus Candelabro, bem diferente do Urus encontrado no Salar de Uyuni . 
Em torno de 3000 m encontramos o pukara de Copaquilla (pukará = forte) (18º23'35s / 69º38'31w). Esse ai sou eu com o nevado Taapaca ao fundo. Desde o vale Lluta, que se encontra próximo ao nível do mar, até aqui, a única vegetação que encontramos foi o cactus Candelabro.
Esse aí ao lado é um Guanaco. Embora ele seja muito parecido com a Vicunha, é fácil diferenciá-lo, pois ele apresenta a cara preta. Além disso, o Guanaco só pode ser encontrado em altitudes menores que 3500 m, pois ele apresenta uma pelagem mais rala, que não resiste ao frio do altiplano.
Como estamos acima de 3000 m, próximos dos nevados, a vegetação começa surgir.
A próxima parada foi em um pequeno pueblo chamado Socoroma (18º15'49s / 69º36'09w). Mais parecia uma vila fantasma, as poucas pessoas que conseguimos ver rapidamente se esconderam. Felizmente achamos um sujeito na praça, tivemos um papo breve, mas suficiente pra saber que a igreja ao lado estava interditada por causa do último terremoto.
Chegamos a Putre (18º11'47s / 69º33'36w). Aqui passaremos as próximas duas noites. Parece grudado ao nevado, mas estamos a 12 km dele.
Como podem ver, Putre tem seus encantos. Da janela do hostal era possível ver o nevado Taapaca.
Essa foto foi obtida em Putre, às 19h30min do dia 06 de setembro.
No dia seguinte partimos em direção ao parque Lauca. A primeira parada foi no parque Cuevas. Essas aí são vicunhas caminhando sobre um bofedal, que é uma região com essa vegetação amarela que serve de pastagem.
Los bofedales são abundantes no altiplano, sempre nas cercanias dos nevados. Sob os bofedales escoa água que vem dessas montanhas. Como essa região é rica em sais de metais de transição, a água das lagunas não é adequada para consumo humano, apenas para agricultura. Entretanto, a água que verte dos bofedales é mais pura, pois eles funcionam como um filtro natural que retém os sais.
Apesar da vizcacha ser uma espécie selvagem, no parque Cuevas é possível quase tocá-las.
Comparada com o deserto árido de Atacama, aqui a vida é abundante, pois o sol quente consegue extrair a ração diária de água dos nevados do altiplano. Os andinos chamam o sujeito aí da foto de cometoucinho.
Apesar de parecer um dia quente, com sol maravilhoso, não se enganem. O frio tá pegando.
Llareta é um vegetal facilmente encontrado no altiplano da primeira região do Chile, como também na Bolívia. Entretanto, Yareta foi quase que extinta na segunda região, nas proximidades de Calama, pois, por muitos anos, foi usada como combustível nos fornos da usina de Chuquicamata.
A beleza e a grandiosidade da paisagem que se impõe do nevado Parinacota não pode ser descrita. Havia lido que o local era maravilhoso, mesmo assim fui surpreendido. O nevado menor se chama Pomerape e pertence à Bolívia. O pequeno lago é o Cotacotani.
Próximo do lago Cotacotani (18º12'07s / 69º16'05w), há um pueblo com o nome da montanha "Parinacota". Ver a igreja de Parinacota foi um dos pontos altos dessa viagem.
Aliás, fotografar essa igreja era um dos meus objetivos nessa viagem. Entretanto, meu principal objetivo sempre foi atingir o cume do vulcão Licancabur, que eu conto no link à esquerda.
Na divisa com a Bolívia encontramos o Lago Chungará, cujo contorno total mede 22 km. Caminhando na margem oeste do lago e apontando a lente objetiva para o norte se obtém a paisagem do nevado Parinacota, mostrada ao lado (6342 m). É uma montanha simétrica, perfeita, daquelas que desenhavamos quando crianças.
Se ao invés do norte mirarmos o leste, é possível ver o majestoso Sajama, o nevado mais alto da Bolívia (6530 m). Na imagem ao lado, o Sajama estava a 35 km das lentes.
Nessa foto, também obtida as margens do lago Chungará, é possível ver além do Sajama o nevado Quisiquisini.
Na imagem ao lado é possível ver a estrada que liga Arica à La Paz, contornando o lago Chungará.





Copyright © 2004 - Todos os direitos reservados.