Chile: Salar de Tara, Monges de Pacana, Lagunas Miscanti e Miniques. Bolívia: Lagunas Branca e Verde.
"A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar nosso folego. "
(P. Schultz, 1000 lugares para conhecer antes de morrer, Sextante, 2006). Necessário resolução mínima 1024 x 768 pixels

Escrito por
Edilson V. Benvenutti

Pachamama - Lagunas Altiplanicas.
 
A 100 km de San Pedro, em direção ao sudeste, a caminho do altiplano, encontra-se o pueblo Socaire, com 129 hab e 3200 m de altitude. A igreja, que foi recentemente construída, está perigosamente inclinada devido à ação sísmica.
Dessa altitude já é possível ter uma visão geral do salar de Atacama, 900 m mais abaixo.
Entre 2700 e 3500 m pode-se encontrar um cactus conhecido por asiento de Suegra.
Próximo dos 4000 m a paisagem assume a cor do altiplano. A montanha ao lado é a Miniques (5910 m). Entre ela e as lentes vamos encontrar uma laguna com mesmo nome.
A 4200 m encontramos a laguna Miscanti, que nesse ângulo, assume cor negra.
Entretanto, mirando-se as lentes para o norte ela assume cor celeste. O nevado maior tem mesmo nome que a laguna.
Laguna Miscanti com Nevado Lena ao fundo. A margem oeste da laguna, mostrada na foto, tem 5300 m de extensão.
Na imagem obtida 3 km mais ao sul, pode-se ver também o nevado Chiliques, à direita.
1100 m mais ao sul da laguna Miscanti encontra-se a laguna Miniques, aos pés da montanha de mesmo nome. Para ter idéia de escala, o ponto cinza em destaque é o nosso veículo 4 X 4. Clic na imagem pra ver.
Nosso almoço no altiplano, com muito estilo e bom vinho chileno.
A 50 km de San Pedro, subindo o altiplano na direção leste, pela ruta 27, a 4500 m do nível do mar, temos acesso a fronteira com a Bolívia.
Aqui, na base leste do vulcão Juriques, encontra-se o posto policial da fronteira boliviana, como também o posto de controle do
Em solo boliviano encontramos a laguna Branca.
As lagunas Branca e Verde são espelhadas durante a manhã, enquanto não há vento. Diferente da região sul dos Andes, aqui o clima é muito estável e previsível. O vento geralmente inicia ao meio dia.
A laguna Branca é ligada a laguna Verde por um pequeno riacho, mostrado na imagem.
Laguna Verde espelhada, na manhã do dia 12 de setembro de 2006. A montanha ao fundo é o
Ao leste do Licancabur, o vulcão Juriques com 5700 m de altitude.
A laguna altera sua cor com o toque do vento que se aproxima.
Quando completamente envolvida pelo vento, torna-se esmeralda.
É um privilégio poder vislumbrar essa fascinante paisagem.
Laguna Branca com o vento da tarde.
Seguindo em direção ao Passo Jama, na Argentina, 10 km depois do vulcão Juriques, mostrado ao lado, a ruta 27 ultrapassa os 4700 m.
Daqui, é possível vislumbrar o Sairecabur (a esquerda) e a laguna Verde em território Boliviano.
A ruta 27 permanece acima dos 4700 m por mais de 50 km.
Em alguns locais a estrada chega próximo de 4900 m. Ao fundo o vulcão Pili. Escondido atrás dele está o Lascar.
A paisagem é sensacional.
As montanhas assumem várias cores. As escuras são as mais recentes e mais altas. Essas aí estão no lado Boliviano.
Almoçamos na margem da estrada, à beira de um bofedal congelado (23º04'55s/67º35'52w).
A paisagem e o ótimo vinho chileno nos mantinha aquecidos.
A 12 km das lentes, na direção sul, é possível ver os tornados que tomam conta do salar de Pujas.
Chegamos no território dos Monges de Pacana.
Para ter uma idéia do tamanho dessas formações rochosas, a Anne posou ao seu lado.
Nesse ponto saímos da ruta 27. Daqui até o salar de Tara, serão 40 km pela areia do deserto. A montanha ao fundo é o Sapaleri.
O pico do Sapaleri é o marco do ponto tríplice da fronteira Chile, Argentina e Bolívia.
A dez km do salar de Tara, surgem as formações rochosas conhecidas por Catedrales.
A medida que nos aproximamos de Tara, as catedrales tomam conta da paisagem.
Elas nos acompanham até a beira do salar.
O salar de Tara está a 4300 m de altitude.
Almoçamos em um refúgio do Conaf, à beira do salar. O refúgio serve para abrigar do frio os viajantes e pastores.
Durante o retorno, avançando um pouco, na direção da Argentina, pela ruta 27, encontra-se o salar de Águas Calientes.
Ao fundo é possível ver o Sapaleri.
No retorno, as lentes registram uma impressão do Licancabur (esquerda) e do Juriques, de um ângulo pouco usual.





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